Originalmente observado por Albert Goldman e formalizado matematicamente por Mandelbrot e Taleb, o Efeito Lindy descreve a antifragilidade de ideias e objetos intangíveis.
A Lógica da Sobrevivência
Diferente do mundo biológico, onde a idade traz decrepitude, no mundo das ideias, a idade traz validação. Um “Livro Lindy” não é o objeto físico, mas a informação que ele carrega. Se uma ideia (ou um livro, ou uma religião) sobreviveu por mil anos, ela carrega em si uma robustez oculta que sugere que sobreviverá por mais mil. Invenções modernas (como balas de goma ou gadgets efêmeros) não possuem esse histórico de sobrevivência que alimentos ancestrais (como o azeite) ou tecnologias fundamentais (como o livro impresso) possuem.
A Barreira Absorvente e a Irrelevância
Taleb explica a mortalidade das ideias através da distância de uma “barreira absorvente”. Para um livro, essa barreira é o esquecimento total. Muitos livros contemporâneos são escritos para o contexto de hoje. Quando o contexto muda (o político morre, a crise passa, a moda acaba), o livro atinge a barreira e perece. O livro verdadeiramente Lindy situa seus eventos em princípios universais, garantindo relevância muito além de sua época.
Navegando na Incerteza: Indicadores e Proxies
A idade é o nosso filtro mais confiável (proxy) porque somos incapazes de prever todas as variáveis futuras. Outros filtros baseados na “lógica do momento” (racionalidade de curto prazo) tendem a falhar.
Características de um bom filtro:
A Latência da Qualidade
O fato de um livro estar “fora de moda” ou esgotado não anula sua natureza Lindy. A qualidade pode ficar adormecida, aguardando uma redescoberta — tal qual Samuel Beckett resgatou as obras de Geulincx do esquecimento. O valor reside na obra, não na atenção momentânea do público.
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